meditação diária Assim como estamos

Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados. Mateus 11:28

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Alguns pensam que precisam passar por uma prova, e assim demonstrar primeiramente ao Senhor que estão reformados, antes de poder pedir Sua bênção. Entretanto, eles podem pedir a bênção de Deus agora mesmo. Eles pre­cisam de Sua graça, o Espírito de Cristo, para ajudá-los em suas fraquezas, ou não poderão resistir ao mal. Jesus deseja que nos cheguemos a Ele assim como estamos, pecaminosos, desamparados e dependentes. Devemos ir com todas as nossas fraquezas, leviandade e pecaminosidade, e lançar-nos a Seus pés. Ele Se alegra ao envolver-nos em Seus braços de amor, curar nossas feridas e purificar-nos de toda impureza.

É nesse ponto que milhares fracassam. Não creem que Jesus lhes perdoa pes­soalmente e de modo individual. Não põem à prova o que Deus diz. É privilégio de todos os que aceitam as condições saber verificar, por si mesmos, que o per­dão é oferecido amplamente para cada pecado. Afaste qualquer suspeita de que as promessas de Deus não são para você. Elas são direcionadas a cada transgres­sor que se arrepende. Força e graça foram dadas por meio de Cristo para serem levadas por anjos ministradores a todo aquele que crê. Ninguém é tão pecador que não possa encontrar força, pureza e justiça em Jesus, que por todos morreu. Ele anela livrar os pecadores de suas vestes manchadas e poluídas pelo pecado, e vestir neles as vestes brancas da justiça. Ele insiste para que vivam, e não morram.

Deus não nos trata como os seres humanos tratam uns aos outros. Seus pen­samentos são pensamentos de misericórdia, amor e terna compaixão. Ele diz: “Deixe o perverso o seu caminho, e o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que Se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55:7). “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem” (Is 44:22). “Não tenho prazer na morte de ninguém, diz o Senhor Deus. Portanto, convertei-vos e vivei” (Ez 18:32).

Satanás está pronto para nos roubar as benditas promessas de Deus. Ele quer arrebatar do coração cada lampejo de esperança e todo raio de luz; mas você não deve permitir que ele faça isso. Não dê ouvidos ao tentador, mas diga: “Jesus mor­reu para que eu pudesse viver. Ele me ama e não quer que eu pereça. Tenho um Pai celestial compassivo” (Caminho a Cristo, p. 52, 53).



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meditação diária A intercessão de Cristo

Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4:76

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O santuário no Céu é o centro da obra de Cristo em favor dos seres humanos. Diz respeito a cada pessoa que vive sobre a Terra. Patenteia-nos o plano da redenção, transportando-nos mesmo até ao final do tempo e revelando o desfe­cho triunfante da controvérsia entre a justiça e o pecado. É da máxima importân­cia que todos investiguem acuradamente esses assuntos e possam dar resposta a qualquer um que lhes peça a razão da esperança que neles há.

A intercessão de Cristo no santuário celestial, em prol do ser humano, é tão essencial ao plano da redenção, como o foi Sua morte sobre a cruz. Pela Sua morte, iniciou essa obra, para cuja terminação ascendeu ao Céu, depois de res­surgir. Pela fé, devemos adentrar o interior do véu, onde nosso Precursor entrou por nós (Hb 6:20). Ali se reflete a luz da cruz do Calvário. Ali podemos obter intuição mais clara dos mistérios da redenção. A salvação das pessoas se efetua a preço infinito para o Céu; o sacrifício feito é igual aos mais amplos requisitos da violada lei de Deus. Jesus abriu o caminho para o trono do Pai e, por meio de Sua mediação, pode ser apresentado a Deus o desejo sincero de todos os que a Ele se chegam pela fé. […]

Vivemos hoje no grande dia da expiação. No cerimonial típico, enquanto o sumo sacerdote fazia expiação por Israel, exigia-se de todos que afligissem a alma pelo arrependimento do pecado e pela humilhação, perante o Senhor, para que não acontecesse serem extirpados dentre o povo. De igual modo, todos quan­tos desejem que seu nome seja conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro. Deve haver um exame de coração, profundo e fiel. O espírito leviano e superficial, alimentado por tantos cristãos professos, deve ser deixado. Há uma luta intensa diante de todos os que dese­jam subjugar as más tendências que insistem em predominar. A obra de prepa­ração é uma obra individual. Não somos salvos em grupo. A pureza e devoção de um não suprirão a falta dessas qualidades em outro. Embora todas as nações devam passar em juízo perante Deus, Ele examinará o caso de cada indivíduo, com um exame tão íntimo e profundo como se não houvesse outro ser na Terra (O Grande Conflito, p. 488-490).



 

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A coroação de Cristo e suas consequências

Jesus […] está assentado à destra do trono de Deus. Hebreus 12:2

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A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. Por ela, deveriam esperar antes de iniciar a obra que lhes fora ordenada. Ao transpor as portas celestiais, foi Jesus entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimônia conclu­ída, o Espírito Santo desceu em ricas torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que tinha com o Pai desde toda a eterni­dade. O derramamento pentecostal foi uma comunicação do Céu de que a con­firmação do Redentor havia sido feita. De conformidade com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo. […]

Durante Sua vida na Terra, Ele semeara a semente da verdade e a regara com Seu sangue. As conversões ocorridas no dia do Pentecostes foram resultado dessa semeadura, a colheita da obra de Cristo, revelando o poder de Seus ensinos.

Apenas os argumentos dos apóstolos, conquanto convincentes e claros, não teriam removido o preconceito que resistira a tanta evidência. Porém, o Espírito Santo, com divino poder, convenceu os corações pelos argumentos. As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo-poderoso, convencendo as pes­soas de sua terrível culpa por haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória.

Sob a influência dos ensinos de Cristo, os discípulos tinham sido induzidos a sentir sua necessidade do Espírito. Mediante a instrução do Espírito receberam a habilitação final, saindo no desempenho de sua vocação. Não mais eram igno­rantes e iletrados. Haviam deixado de ser um grupo de unidades independen­tes, ou elementos discordantes em conflito. Sua esperança não mais repousava sobre a grandeza terrestre. Todos eram “unânimes” (At 2:46) e “era um o coração e a alma da multidão dos que criam” (At 4:32, ARC). Cristo lhes enchia os pensa­mentos; e eles visavam ao progresso de Seu reino. Na mente e no caráter, haviam se tornado semelhantes a Seu Mestre. […]

O Pentecostes trouxe-lhes uma iluminação celestial. As verdades que não puderam compreender enquanto Cristo estava com eles, eram agora reveladas. Com uma fé e certeza que nunca antes conheceram, aceitaram os ensinamen­tos da Sagrada Palavra (Atos dos Apóstolos, p. 38, 39, 45, 46).



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meditação diária Ele é o Rei da glória

Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Salmo 24-7

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Chegou o momento de Cristo ascender ao trono do Pai. Estava prestes a vol­tar para as cortes celestiais, como divino vencedor, levando consigo os tro­féus da vitória. […]

Com os onze discípulos, Jesus dirige-Se agora para o monte. Ao passarem pela porta de Jerusalém, muitos olhares curiosos seguem o pequeno grupo, che­fiado por Aquele que, poucas semanas antes, fora condenado pelos principais, e crucificado. […]

Com as mãos estendidas numa bênção, e como numa firme promessa de Seu protetor cuidado, Jesus ascende lentamente dentre eles, atraído para o céu por um poder mais forte que qualquer atração terrestre. […]

Enquanto os discípulos continuam a olhar para cima, ouvem, como música agradável, vozes que se dirigem a eles. Voltam-se e veem dois anjos em forma humana, os quais lhes falam, dizendo: “Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? Este mesmo Jesus, que dentre vocês foi elevado ao Céu, voltará da mesma forma como O viram subir” (At 1:11, NVI).

Esses anjos eram do grupo que estivera esperando, em uma nuvem brilhante, para acompanhar Jesus à morada celestial. Os mais exaltados, dentre a multidão angélica, eram os dois que foram ao sepulcro na ressurreição de Cristo e, com Ele, estiveram durante sua vida na Terra. Ardente era o desejo com que o Céu aguar­dava o fim de Sua estada num mundo manchado pela maldição do pecado. […]

Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cor­tes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva.

Ao aproximar-se da cidade de Deus, os anjos que compõem o séquito can­tam, como em desafio:

“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória”! (O Desejado de Todas as Nações, p. 829-833).



 

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meditação diária Ele ressuscitou

Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Vinde ver onde Ele jazia. Mateus 28:6

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Um terremoto assinalara a hora em que Jesus depusera a vida. Outro terremoto indicou o momento em que a retomou em triunfo. Aquele que ven­cera a morte e a sepultura saiu do túmulo com o passo do vencedor, por entre o cambalear da terra, o fuzilar dos relâmpagos e o ribombar dos trovões. […]

Cristo saiu do sepulcro glorificado, e a guarda romana O contemplou. Seus olhos fixaram-se no rosto dAquele a quem, pouco antes, tinham escarnecido e ridicularizado. Nesse Ser glorificado, viram o Prisioneiro que tinham contem­plado no tribunal, aquele para quem haviam tecido uma coroa de espinhos. […]

À vista dos anjos e do Salvador glorificado, os guardas romanos desmaiaram e ficaram como mortos. Quando a comitiva celestial foi oculta a seus olhos, eles se ergueram e, tão rápido como lhes permitiram os trêmulos membros, encami­nharam-se para a porta do horto. Cambaleando como bêbados, precipitaram-se para a cidade, dando as maravilhosas novas àqueles com quem se encontravam. Iam em busca de Pilatos, mas sua narração foi levada às autoridades judaicas, e os principais dos sacerdotes e os príncipes mandaram buscá-los primeiramente à sua presença. O aspecto daqueles soldados era estranho. Tremendo de temor, faces desmaiadas, testificaram da ressurreição de Cristo. Disseram tudo, exatamente como tinham visto; não haviam tido tempo de pensar ou falar qualquer coisa que não fosse a verdade. Com voz dolorosa, disseram: “Foi o Filho de Deus que foi crucificado; ouvimos um anjo proclamá-Lo a Majestade do Céu, o Rei da glória.”

O rosto dos sacerdotes estava como o de um morto. Caifás tentou falar. Seus lábios se moveram, mas não conseguiram emitir nenhum som. […] Uma história mentirosa foi então posta na boca dos soldados. […]

Quando Jesus foi posto no sepulcro, Satanás triunfou. Ousou esperar que o Salvador não retomaria novamente a vida. Reclamava o corpo do Senhor e pôs sua guarda em torno do túmulo, procurando manter Cristo prisioneiro. Ficou furioso quando seus anjos fugiram diante do mensageiro celestial. Ao ver Cristo sair em triunfo, compreendeu que seu reino se acabaria, e que ele devia morrer afinal (O Desejado de Todas as Nações, p. 780-782).



 

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reflexão meditação diária Está consumado

Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. João 19:30

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Satanás torturava com cruéis tentações o coração de Jesus. O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não Lhe apre­sentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que sua separação tivesse que ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experi­mentar o pecador quando a misericórdia não mais interceder pela humanidade culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como subs­tituto do ser humano, que tornou tão amargo o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus. […]

Deus e Seus santos anjos estavam ao pé da cruz. O Pai estava com o Filho. Sua presença, no entanto, não foi revelada. Se Sua glória tivesse irrompido da nuvem, todo espectador humano teria sido morto. Naquele momento terrível, Cristo não deveria ser confortado com a presença do Pai. Pisou sozinho o lagar. […]

Para os anjos e os mundos não caídos, o brado “Está consumado” teve pro­funda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Eles compartilham conosco os frutos da vitória de Cristo.

Até a morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente reve­lado aos anjos e mundos não caídos. O arquiapóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião. […]

Era desígnio divino colocar as coisas numa base de segurança eterna, sendo decidido nos conselhos celestiais que se concedesse tempo a Satanás para desen­volver seus princípios, o fundamento de seu sistema de governo. Ele afirmava que estes eram superiores aos princípios divinos. Foi concedido tempo para que os princípios de Satanás operassem, a fim de serem vistos pelo universo celestial. […]

Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador. Embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do ser humano era certa e que o universo estava para sempre a salvo (O Desejado de Todas as Nações, p. 753, 754, 758, 759, 764).



 

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reflexão meditação O ladrão arrependido

Jesus, lembra-Te de mim quando vieres no Teu reino. Lucas 23:42

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A Cristo, em Sua agonia na cruz, sobreveio um raio de conforto. Foi a súplica do ladrão arrependido. Ambos os homens que estavam crucificados com Jesus a princípio O injuriaram; e um deles, sob os sofrimentos, tornara-se cada vez mais agressivo e provocador. Assim não foi, porém, com o companheiro. Este não era um criminoso endurecido. Extraviara-se por más companhias, mas era menos culpado que muitos dos que ali se achavam ao pé da cruz, injuriando o Salvador. Vira e ouvira Jesus, e ficara convencido por Seus ensinos, mas dEle fora desviado pelos sacerdotes e príncipes. Procurando abafar a convicção, imergira mais e mais fundo no pecado, até que foi preso, julgado como criminoso e condenado a morrer na cruz. No tribunal e a caminho para o Calvário, estivera em companhia de Jesus. Ouvira Pilatos declarar: “Não acho nEle crime algum” (Jo 19:4). Notara-Lhe o porte divino, e Seu piedoso perdão aos que O atormenta­vam. Na cruz, vê os muitos grandes doutores religiosos estenderem desdenhosamente a língua, e ridicularizarem o Senhor Jesus. Vê o menear das cabeças. Ouve a ultrajante linguagem repetida por seu companheiro de culpa. “Não és Tu o Cristo? Salva-Te a Ti mesmo e a nós” (Lc 23:39). Ouve, entre os transeuntes, muitos a defenderem Jesus. Ouve-os repetindo-Lhe as palavras, narrando-Lhe as obras. Volve-lhe a convicção de que este é o Cristo. Voltando-se para seu compa­nheiro no crime, diz: “Nem ao menos temes a Deus, estando sob igual sentença?” (Lc 23:40). Os ladrões, à beira da morte, não mais têm a temer os seres huma­nos. Um deles, porém, é tomado pela convicção de que há um Deus a temer, um futuro a fazê-lo tremer. E agora, todo poluído pelo pecado como se acha, a his­tória de sua vida está a findar. “Nós, na verdade, com justiça”, geme ele, “porque recebemos o que nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez” (Lc 23:41). […]

O Espírito Santo ilumina sua mente, e pouco a pouco se liga a cadeia das pro­vas. Em Jesus ferido, zombado e pendente da cruz, vê o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Num misto de esperança e de agonia em sua voz, a desam­parada alma, prestes a morrer, atira-se sobre o agonizante Salvador. “Jesus, lem­bra-Te de mim quando vieres no Teu reino” (Lc 23:42).

A resposta veio rapidamente. Com voz suave e melodiosa, cheia de amor, de compaixão e de poder foram ditas as palavras: “Na verdade te digo hoje, que serás comigo no Paraíso” (Lc 23:43, Trinitariana) (O Desejado de Todas as Nações, p. 749, 750).

Está consumado
24 de fevereiro

Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. João 19:30

Satanás torturava com cruéis tentações o coração de Jesus. O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não Lhe apre­sentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que sua separação tivesse que ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experi­mentar o pecador quando a misericórdia não mais interceder pela humanidade culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como subs­tituto do ser humano, que tornou tão amargo o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus. […]

Deus e Seus santos anjos estavam ao pé da cruz. O Pai estava com o Filho. Sua presença, no entanto, não foi revelada. Se Sua glória tivesse irrompido da nuvem, todo espectador humano teria sido morto. Naquele momento terrível, Cristo não deveria ser confortado com a presença do Pai. Pisou sozinho o lagar. […]

Para os anjos e os mundos não caídos, o brado “Está consumado” teve pro­funda significação. Fora em seu benefício, bem como no nosso, que se operara a grande obra da redenção. Eles compartilham conosco os frutos da vitória de Cristo.

Até a morte de Jesus, o caráter de Satanás não fora ainda claramente reve­lado aos anjos e mundos não caídos. O arquiapóstata se revestira por tal forma de engano, que mesmo os santos seres não lhe compreenderam os princípios. Não viram claramente a natureza de sua rebelião. […]

Era desígnio divino colocar as coisas numa base de segurança eterna, sendo decidido nos conselhos celestiais que se concedesse tempo a Satanás para desen­volver seus princípios, o fundamento de seu sistema de governo. Ele afirmava que estes eram superiores aos princípios divinos. Foi concedido tempo para que os princípios de Satanás operassem, a fim de serem vistos pelo universo celestial. […]

Bem podiam, pois, os anjos se regozijar ao contemplarem a cruz do Salvador. Embora não compreendessem ainda tudo, sabiam que a destruição do pecado e de Satanás fora para sempre assegurada, que a redenção do ser humano era certa e que o universo estava para sempre a salvo (O Desejado de Todas as Nações, p. 753, 754, 758, 759, 764).



 

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meditação diária Vós estais limpos

Quem já se banhou não necessita de lavar senão os pés; quanto ao mais, está todo limpo. Ora, vós estais limpos. João 13:10

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Essas palavras querem dizer mais que a limpeza do corpo. Cristo está falando ainda da mais alta purificação, ilustrada pela menor. Aquele que viera do banho estava limpo, mas os pés, calçados de sandálias, logo se encheram de pó e necessitavam novamente de ser lavados. Assim, Pedro e seus irmãos tinham sido lavados na grande fonte aberta para o pecado e a impureza. Cristo os reco­nhecia como Seus. Mas a tentação os levara ao mal, e necessitavam ainda de Sua graça purificadora. Quando Jesus Se cingira com a toalha para lhes lavar o pó dos pés, desejava, por meio daquele ato, lavar-lhes do coração a discórdia, o ciúme e o orgulho. Isso era de muito mais importância que a limpeza de seus pés empoeirados. Com o espírito que então os animava, nenhum deles estava preparado para a comunhão com Cristo. Enquanto não fossem levados a um estado de humildade e amor, não estavam preparados para participar na ceia pascal nem tomar parte no serviço comemorativo que Cristo estava para instituir. Seu cora­ção deveria ser limpo. O orgulho e o interesse egoísta haviam criado dissensão e ódio, mas tudo isso Cristo limpou ao lavar os pés dos discípulos. Operou-se uma mudança de sentimentos. Olhando para eles, Jesus podia dizer: “Vós estais limpos” (Jo 13:10). Agora havia união de coração, amor de um para com o outro. Tornaram-se humildes e dóceis. […]

Quando os crentes se reúnem para celebrar as ordenanças, mensageiros invisíveis aos olhos humanos estão presentes. Talvez haja um Judas no grupo, e, se assim for, mensageiros do príncipe das trevas ali estão, pois acompanham a todo que recusa ser regido pelo Espírito Santo. Anjos celestiais também estão ali. Esses invisíveis visitantes se acham presentes em toda ocasião como essa. Podem entrar pessoas que não são, no íntimo, servos da verdade e da santidade, mas que desejem tomar parte no serviço. Não devem ser proibidas. Acham-se ali testemu­nhas que estavam presentes quando Jesus lavou os pés dos discípulos e de Judas. Olhos mais que humanos contemplam a cena. […]

Ninguém deve se excluir da comunhão por estar presente, talvez, alguém que seja indigno. Todo discípulo é chamado a participar publicamente, e dar assim testemunho de que aceita a Cristo como seu Salvador pessoal. É nessas ocasiões, indicadas por Ele mesmo, que Cristo Se encontra com Seu povo e os revigora por Sua presença (O Desejado de Todas as Nações, p. 646, 656).



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meditacão matinal Jesus veio para glorificar a Deus

Precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o Teu nome. João 12:27, 28

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A mensagem dos gregos, prenunciando a reunião dos gentios, trouxe à mente de Jesus Sua inteira missão. A obra da redenção passou por diante dEle, desde o tempo em que, no Céu, foi elaborado o plano, até a morte, tão próxima agora. Uma misteriosa nuvem pareceu envolver o Filho de Deus. Sua sombra foi sentida pelos que O rodeavam. Ele permaneceu concentrado em Seus pensa­mentos. […]

Veio então a divina submissão à vontade do Pai. “Precisamente com este propósito vim para esta hora”, disse. “Pai, glorifica o Teu nome” (Jo 12:27, 28). Somente pela morte de Cristo poderia ser vencido o reino de Satanás. Só assim o ser humano poderia ser redimido; e Deus, glorificado. Jesus consentiu na agonia, aceitou o sacrifício. A Majestade do Céu consentiu em sofrer como o que levou sobre Si o pecado. “Pai, glorifica o Teu nome”, disse Ele. Ao Cristo profe­rir essas palavras, veio, da nuvem que pairava sobre Sua cabeça, a resposta: “Eu já O glorifiquei e ainda O glorificarei” (v. 28). Da manjedoura ao tempo em que essas palavras foram proferidas, toda a vida de Cristo havia glorificado a Deus; e, na provação que se aproximava, Seus sofrimentos divino-humanos teriam que, verdadeiramente, glorificar o nome de Seu Pai.

Ao ser ouvida a voz, um clarão irrompeu da nuvem, circundando a Cristo, como se os braços do Poder Infinito se atirassem em torno dEle como muralha de fogo. O povo contemplou essa cena com espanto e terror. Ninguém ousou falar. Lábios cerrados e respiração suspensa, todos permaneceram com os olhos fixos em Jesus. Dado o testemunho do Pai, ergueu-se a nuvem dispersando-se no céu. Por um momento, cessara a comunhão visível entre o Pai e o Filho.

“A multidão, pois, que ali estava, tendo ouvido a voz, dizia ter havido um tro­vão. Outros diziam: Foi um anjo que lhe falou” (v. 29). Porém, os indagadores gre­gos viram a nuvem, ouviram a voz, compreenderam seu sentido e discerniram, na verdade, a Cristo; foi revelado a eles como o Enviado de Deus.

A voz de Deus se fizera ouvir no batismo de Jesus, ao princípio de Seu ministério, e outra vez no monte da transfiguração. Agora, ao fim desse ministério, era ouvida pela terceira vez, por maior número de pessoas, e sob circunstâncias especiais (O Desejado de Todas as Nações, p. 624, 625).

O evangelho ao mundo
21 de fevereiro

E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim. Mateus 24:14

Cristo deu sinais de Sua vinda. Declarou que podemos reconhecer quando Ele estiver perto, às portas. Ele disse daqueles que veem essas coisas: “Não pas­sará esta geração sem que tudo isto aconteça” (Mt 24:34). Esses sinais aparece­ram. Agora sabemos, com certeza, que a vinda do Senhor está às portas. “O céu e a Terra passarão, mas as Minhas palavras não passarão” (Mt 24:35). […]

O tempo exato da segunda vinda do Filho do homem é mistério de Deus. […]

Na profecia da destruição de Jerusalém, Cristo disse: “Por se multiplicar a iniquidade, o amor se esfriará de quase todos. Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo. E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:12-14). Essa profecia terá outra vez seu cumprimento. A abundante iniquidade daquela época encon­tra seu paralelo nesta geração. Assim será quanto à predição referente à pregação do evangelho. Antes da queda de Jerusalém, Paulo, escrevendo sob inspiração do Espírito Santo, declarou que o evangelho fora pregado a “toda criatura debaixo do céu” (Cl 1:23). Assim agora, antes da vinda do Filho do homem, o evangelho eterno tem que ser pregado a “cada nação, e tribo, e língua, e povo” (Ap 14:6, 14). Deus “estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça” (At 17:31). Cristo nos diz quando terá lugar aquele dia. Ele não diz que todo o mundo se converterá, mas que “será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14). Apresentando o evangelho ao mundo, está em nosso poder apressar a volta de nosso Senhor. Não nos cabe apenas aguardar, mas apressar o dia de Deus (2Pe 3:12). Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe era designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro teria sido antes advertido, e o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória. […]

Os que vigiam, à espera da vinda do Senhor, não aguardam em ociosa expec­tativa. […] Com a vigilante espera, combinam ativo serviço. Como sabem que o Senhor está às portas, seu zelo é avivado para cooperar com as forças divinas para a salvação de pessoas (O Desejado de Todas as Nações, p. 632-634).



 

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