A parte psicológica do emagrecimento.

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A parte psicológica do emagrecimento. 

Evidências científicas indicam que o emagrecimento se baseia em três fatores: mudança de hábitos alimentares, atividade física e equilíbrio psicológico. Mas, até que ponto a mente influencia nas dietas e na perda de peso?

Se o cérebro domina o corpo em todas as atividades fisiológicas, durante uma dieta não será diferente. Assim, antes de aderir a qualquer programa de redução de peso é fundamental e imprescindível  que a sua mente esteja pronta para isto, pois o fator psicológico exerce uma grande influência nas decisões e na continuidade de todo e qualquer planejamento de reeducação alimentar para emagrecer.

Se você enfrenta problemas relacionados à obesidade, come compulsivamente e mesmo sem fome, sofre com a culpa e sente que a situação afeta sua alto estima, talvez esteja na hora de trabalhar a sua cabeça e prepará-la para a mudança que tanto deseja ver em seu corpo.

Há pessoas que tem trauma de espelhos quando se olha no espelho tem a sensação de estar obesa ou fora das medidas quando na verdade não é verdade, é uma ilusão ótica na qual a pessoa criou em sua mente.

 

Lembre-se que não existem dietas milagrosas e que sem esforço é impossível alcançar objetivos!(emagrecer)

Listamos algumas dicas que podem ser úteis antes de começar sua dieta de emagrecimento: medida certa e corpo perfeito

1.Você é um ser único, individualizado e especial sua saúde é o bem mais caro que você possui. Valorize-se. Ame-se. Aceite-se da forma como você é para que sua mente compreenda as necessidades de mudança. Mudanças ocorrem de DENTRO  pra fora.

  1. Uma dieta ou programa de emagrecimento que deu certo com um amigo ou conhecido pode não ser ideal para você. Descubra o que melhor se encaixa no seu perfil. Não tenha pressa. Cada pessoa tem um ritmo de emagrecimento mas, com esforço e determinação você vai conseguir bons resultados em um curto espaço de tempo.
  2. Você precisa se gostar para emagrecer e não emagrecer para se gostar. A psicologia da aceitação precisa existir antes da mudança.
  3. Se necessário, procure ajuda profissional. Pense em emagrecer e permanecer magro (a) para sempre. Emagrecer e depois engordar rapidamente é prejudicial à sua saúde. Isso só acontece por desleixo pós-emagrecimento, desprezo aos bons hábitos alimentares que aprendeu, por favor não deixe isso acontecer com você.
  4. Mexa-se! O melhor exercício físico é aquele que te dá alegria e contentamento e o desejo de continuar a praticá-lo no dia seguinte, mesmo que esteja cansado (a). O cérebro produz endorfina quando a pessoa exercita. Essa substância traz prazer e ajuda no emagrecimento. No inicio parece tudo estranho cansativo, mas com o decorrer do tempo seu corpo se habituará e ao invés de cansaço você sentirá prazer e não quer parar mais de exercitar-se, sua mente ficará condicionada a algum exercício físico.
  5. A comida deve ser vista como UM prazer, mas não O prazer. Ocupe seu tempo com atividades de lazer ou trabalho, mas que sejam prazerosas para não ficar pensando em comida. Não devemos comer por prazer e sim para nutrir as células do nosso corpo, não devemos obedecer o nosso apetite e sim controlá-lo, o desejo incontrolável por comida se da ao fato de ingerirmos alimentos refinados e industrializados ao invés de produtos entregais que nos nutre melhor e asseia a nossa fome por um tempo prolongado.
  6. Mantenha sua vida social, mas reduza seu tempo em festinhas de aniversário, por exemplo. Chegue mais tarde ou saia antes. Evite ambientes que possam comprometer seu objetivo. Seja firme. Aprenda a dizer não à comida sem fazer aquela carinha triste, mas com a alegria de quem sabe onde quer chegar devemos ter pulso forte e personalidade.
  7. Encare os erros como aprendizado e não se culpe quando éramos crianças não sabíamos matemática ou física estávamos errados? Não. estávamos no processo de aprendizado . Comece de novo. Sempre haverá outra oportunidade.
  8. Respeite seus limites; mas não use isto como desculpa para fugir dos objetivos. Se necessário, faça uma readaptação no planejamento.
  9. Procure resolver seus problemas e reduzir preocupações diárias. Concentre-se no seu objetivo. Talvez esta seja a pior parte, mas é a que determinará o fracasso ou o sucesso na dieta ou programa medida certo e corpo perfeito.

já que a ansiedade é a maior causa de compulsão por comida. Quem come por ansiedade, estresse ou por qualquer outra emoção, precisará trabalhar essas emoções, se quiser emagrecer. A cabeça precisa permanecer “magra” para que o corpo consiga emagrecer. Pense nisso e use os benefícios da psicologia do emagrecimento para alcançar sua meta.

 

Obesidade é um tema bastante trabalhado em psicoterapia, pois é envolve tanto sentimentos, como por exemplo as pessoas que comem porque estão com raiva, ansiosas ,deprimidas, como envolve comportamentos como por exemplo a alimentação feita à frente TV onde a pessoa ingere mais do que percebe, etc.

Este livro é voltado para aquelas pessoas que querem perder peso ter boa saúde física, mental e qualidade de vida, e para as pessoas que conhecem alguém que quer perder peso. Estou falando para 99% da população.

Se você sair na rua perguntando paras pessoas, principalmente pras mulheres, quantos quilos elas querem perder, uma quantidade muito grande terá uma resposta, só poucas vão dizer que estão contentes com seu peso. O que é isso? É o mal do século?

Comemos além do necessário. Como eu sei disso? É fácil, se você tem acumulo de gordura no seu corpo significa que este corpo não consumiu toda energia, em forma de calorias, e estocou o que sobrou, e o estoque é feito em forma de gordura. Se você está gordo é porque, ou ingeriu mais do que queimou, ou queimou menos energia do que consumiu.

Entender porque comemos além do necessário, saber como a evolução nos preparou para comermos muito, como as frustrações colaboram pra usarmos a comida como válvulas de escape nos ajuda a “fazer às pazes” com a balança, assim teremos recursos para aprender como não morrer de fome e emagrecer.

Alimentação é um assunto se refere ao corpo ou à mente?

Comer está basicamente relacionado à manutenção da vida, da saúde. Mas muitas vezes a gente come além do necessário para a manutenção de uma vida saudável, a gente come compulsivamente, muitas vezes a gente até se prejudica, e isso é comportamento desajustado, é consequência de uma mente, de uma cabeça que precisa de ajustes.

 

Quando o fator psicológico não está em ordem a gente tem consequências sérias. Se você está ansioso, sentindo-se culpado, ou precisando de ajuda emocional, você pode sair por aí comendo feito um louco, comportamento este que não tem nada a ver com nutrição e manutenção da vida.

 

Mas o inverso também é verdadeiro. Quando o corpo não está bem o lado psicológico também sofre, se você se alimenta mal, de forma errada, você vai debilitar seu organismo, vai ganhar colesterol, diabetes, obesidade. E com o corpo debilitado a cabeça também não vai funcionar muito bem. Sem falar da auto-imagem negativa, pois se você não gosta do que vê no espelho, vai se culpar, se considerar inferior, inadequado, feio , esquisito, enfim, se sentir muito mal com você mesmo.

Obesidade, excesso de peso, sobrepeso são consequências de quê?

Pode ser muita coisa. Como você vai ouvir adiante, procurei cobrir a maior parte das possibilidades. Por um lado você vai descobrir que pode estar comendo mais do que o necessário porque a evolução lhe dotou de sistemas pra que a comida fosse algo tão interessante a ponto de te motivar para comer muito.

 

Isso porque na era primitiva a comida não estava tão disponível como hoje, não era só esticar o braço na geladeira ou atravessar a rua para alcançar o mercado ou a lanchonete. Na era primitiva o esforço era grande, mas valia a pena pois sem comida a pessoa morria. O grande problema é que hoje ninguém precisa de tanto esforço assim para conseguir comida, e o perigo de não ter comida suficiente também não existe mais como era na vida do homem primitivo, mas o apetite, a voracidade por alimentos continua a mesma porque nosso corpo ainda não se adaptou a essa nova realidade, então você acaba comendo muito mais do que precisa e, engorda. Engordando se sente mal com você mesmo. Se sentindo mal com você mesmo você vai procurar algo que te console, algo agradável, e que tal um prato bem saboroso?   E aí que acontece? Engorda mais ainda, e vira uma espiral ascendente, um circulo vicioso.

 

O presidente Lula se preocupou muito com o problema da fome no país. Nobre, muito nobre. Tanto é que ninguém deu muita bola para os que contaram, e contaram acertadamente, que morre muito mais pessoas no país por excesso de peso que por falta de peso o excesso de comida também causa doenças e mortes. Uma coisa é certa, falta de comida provoca comoção. Excesso de peso é considerado falta de vontade, falta de auto-controle e até desleixo. A maioria não olha com bons olhos aquele que está acima do peso, não consegue ver que ninguém está acima do peso porque quer.

 

Na realidade comer a principio serve para a manutenção da vida, mas pode se transformar em algo tão disfuncional que, em casos mais graves causa tanto prejuízo à saúde física e mental que pode levar à morte, morte psicológica ou morte física mesmo.

A boa noticia é que não é impossível perder peso, ficar mais saudável e se gostar mais. A questão é encontrar o caminho certo. Lendo este artigo e seguindo as dicas, Você esta no caminho certo.

Algumas Dicas da psicologia para emagrecer de vez:

– Primeira . Identifique o porquê de você querer perder peso. Porque você quer emagrecer? Você quer ser aceito pelos outros? Você quer ter vida plena de saúde, disposição e qualidade de vida?  Não ser reprovado no exame médico da empresa? Conseguir uma namorada(o)?

Se não tiver o motivo certo, sinto muito, mas você não vai emagrecer. Ao contrário do que se pensa, arrumar namorado, fazer bonito na balada, ser aceito no trabalho, agradar o pai, nada disso não são bons motivos para emagrecer.

O que fazer: Escreva o seu motivo numa folha de papel, identifique cada aspecto envolvido nesse motivo. Mas seja honesto, não vá colocar só o que você acha que é bonito de dizer sem realmente acreditar na coisa. Identifique tudo o que você pensa que pode ganhar emagrecendo. Avalie se são motivos justos.

– Segundo . Avalie seu comprometimento à meta de emagrecer.

Você é do tipo que só se entrega a alguma tarefa se ela for fácil, se não der muito trabalho? Ou você tem capacidade de se esforçar por alguma coisa que sabe que vai valer a pena? Você sabe avaliar quando alguma coisa vale o seu esforço? Sabe reconhecer agora o quanto você vai ganhar, e sabe usar isso pra te motivar a suar um pouco a camisa?

O que fazer: Anotar todas as situações nas quais você se dedicou, se esforçou. Valeu a pena? Quando não topou o esforço, o trabalho, que coisas você perdeu, que coisas deixou de conquistar? Valeu a pena ter perdido estas coisas porque não quis se esforçar?

– Terceiro . Você quer emagrecer ou espera que o outro o emagreça?

Muitas pessoas consideram muito mais confortável ingerir um remédio para emagrecer ou fazer uma cirurgia. Essa é a postura dos que esperam ser “emagrecidos” por fatores externos. Pode até dar resultado, mas não vai se manter por muito tempo, e a conquista não é sua, então não está nas suas mãos manter o ganho, ou seja você pode voltar a engordar sem mesmo entender o porque. Na realidade com este modo de funcionar você está entregando o seu controle para longe de você, para os outros. Todo mundo que emagreceu assim já sabe no que deu. Dali a pouco está de novo na mesma, ou até pior.

O que fazer: Conscientizar-se que se você for o agente de sua mudança vai ser muito mais gratificante, pois assim você percebe que você pode contar com você mesmo. Se emagrecer dependeu de você, manter-se magro também vai depender, e como você sempre pode contar com você mesmo está garantido o sucesso.

– Quarto. Avalie o ganho secundário. Será que tem alguma vantagem em permanecer acima do peso? Parece uma pergunta estapafúrdia, não? Mas não é não. Muitas vezes inconscientemente tem algo de bom em ser gordo, como por exemplo, o papel de vítima, as outras pessoas ficam com dó de você, e no fundo você gosta disso. Será que a sensação de que tem alguém “cuidando de você”   dando dicas, fazendo comidas especiais pra você, e assim demonstram o quanto você é importante, e isso vale tão a pena que te impede de emagrecer.

Ou será que ser gordo não está justificando outras dificuldades, como por exemplo, a dificuldade em paquerar, assim você usa a desculpa da gordura para não “precisar” de paquerar, enfim, é um ótimo pretexto para que ninguém se interesse por você.

Ou a comida pode estar servindo como o único agrado que você está conseguindo proporcionar a você mesmo. Sendo assim, está triste, come, está nervoso, come, levou bronca do chefe, come, e aí você não vai querer abrir mão deste agrado.

O que fazer: Escreva tudo o que lhe vem à mente quanto aos possíveis ganhos por estar acima do peso. Não censurar estes pensamentos. Após isso faça uma avaliação sincera e encontre outras formas de ter estes ganhos, a atenção e reconhecimento das pessoas por exemplo. Encontre outras formas de ter satisfação na vida. Não dependa da comida para ter um pretexto para não se colocar no mundo, corra riscos e veja como pode valer a pena.

– Quinto. A comida alivia a sua ansiedade?

Ingerir alimentos pode significar, inconscientemente, controle. Todo ser humano necessita sentir que está no controle. Quando está inseguro, fica ansioso e cai na comilança como válvula de escape. A sensação de controle te dá tranquilidade. Quando ansioso a gente procura alguma coisa pra confortar, e nada melhor do que a sensação de estar se abastecendo, de estar colocando algo saboroso na boca, está se agradando e… controlando a situação.

O que fazer: Não permita que haja falta de controle sobre sua própria vida tenha domínio próprio. Vamos trabalhar e ver em quais áreas você está sendo refém dos outros. Este é um ponto onde as pessoas gostam muito de ver os resultados. Não ser refém, não se deixar ser levado pelo mau humor do outro, pela maldade do outro. Mas, veja bem, muito importante também que não seja você este controlador.

– Sexto. Avalie auto aceitação. Antes de começar a emagrecer é importante que você se aceite como está hoje, acima do peso. Por quê? Porque é impossível mudar uma coisa que você nem aceita que existe. Enquanto houver negação do problema não vamos conseguir olhar o suficiente pra ele e nem vamos conseguir fazer alguma coisa para eliminar esse problema. Mas vejam bem,   aceitar é diferente de gostar ou concordar, aceitar é parar de brigar com a gordura. É reconhecer que ela existe e você não vai brigar mais com ela, você vai fazer coisas boas para sua saúde, a consequência vai ser se despedir da gordura.

O que fazer: Aceitar o próprio do corpo como ele está agora, não negar (evitar olhar no espelho) nem exagerar (se chamar de balofa por exemplo). Parar de brigar com este corpo é necessário para se ter paz de espírito suficiente para ser eficiente ao fazer algo por ele. Se você está “de mal” com seu corpo você não concordará em fazer algo de bom por ele. Então fique de bem com esse corpo.

– Sétima . Entender porque deixar de comer não emagrece.

O corpo tem um sistema de alerta contra os perigos. Quando a pessoa deixa de ingerir comida o seu cérebro entende como “dificuldades em obter alimentos” e para sua auto preservação passa a reduzir o metabolismo como uma forma de economizar as energias, e por isso não queima de forma eficiente as gorduras excedentes. Ou seja você não emagrece ficando sem comer. E tem também outro fator, quando você fica sem comer por várias horas, a compensação desse período vai além do proporcional à necessidade do alimento. É como se o seu cérebro recebesse a seguinte mensagem “A coisa está feia lá fora, quando aparecer comida, coma o máximo que puder, porque não se sabe quando vai ter comida de novo”, e aí você come muito além do necessário. Mas a ingestão de comida em grande quantidade não é tão eficiente em termos nutricionais, pois seu organismo, quando sobrecarregado de comida, não consegue sintetizar os nutrientes de forma eficiente. Ou seja, você desperdiça o valor nutritivo da refeição, e só acumula gordura.

O que fazer: Não ficar mais de três ou quatro horas sem se alimentar. Nutricionistas, médicos dizem isso a toda hora. Você só não sabia porque devia fazer assim .comer alimentos saudáveis alimentos integrais por exemplo e fugir dos refinados e processados.

– Oitava . Porque o paladar é algo tão agradável.

O homem primitivo precisou do paladar mais sensível para identificar os alimentos que não são bons como os venenosos, os estragados, etc, como também para ingerir fontes mais ricas de caloria. Num período onde conseguir comida era algo muito trabalhoso e corria-se o risco de ficar vários dias sem comida, ter alimentos ricos em energia era fundamental. Por isso não é coincidência que os alimentos que mais atraem ao paladar são os doces e os gordurosos, ou seja os extremamente calóricos. Talvez daí venha a frase “tudo o que é bom engorda”. Ou seja nosso corpo ainda está adaptado a outra era, ainda não nos adaptamos a esta fartura e facilidade de acesso a comida, o resultado disso é gordura.

O que fazer: Habituar-se a ingerir comidas com sabor mais delicado, mais suave, sem muito tempero. Porque assim você vai descondicionar alimentação da busca de prazer.

Virão como é importante você saber como a coisa funciona pra você conseguir mudar o que não está funcionando bem, aposto como você está super. animado pra emagrecer agora.

– Nona . Porque o mais gostoso nem sempre é o mais saudável.

A indústria moderna se aproveita desse nosso paladar ávido por sabores e incrementa suas vendas intensificando o sabor dos alimentos com temperos extras e químicas específicas para nos viciar os engenheiros químicos sabem como fazer isso indústria da alimentação anda de mãos dada com a indústria de medicamentos, uma nos adoece a outra finge que cura . Sem falar do excesso de gordura nas frituras e açúcar nos doces, que claro atraem ao paladar mas estão além das nossas necessidades energéticas. Colocando muito sabor em alimentos pobres em nutrientes, e consequentemente mais baratos, a indústria consegue vender, e lucrar, colocando dentro da sua casa alimentos que são totalmente inúteis. Já ouviram a frase “é impossível come um só”, é claro que é impossível, colocaram aquela química que desperta seu cérebro a comer ou beber muito mais além do necessário, e lá vai você dando lucro pra indústria do fast food à custa de sua saúde.

O que fazer: Habituar-se a ingerir alimentos com maior valor nutritivo, como as frutas, verduras, legumes, nozes, castanhas, peixes, etc. E treinar o paladar a encontrar satisfação no sabor natural dos alimentos, para que assim você considere suficiente o açúcar e gordura nas quantidades originais das carnes, frutas, etc, sem tanto tempero extra.

– Décima . Porque comemos além do necessário?.

Nossos corpos são regulados por um “ponto de ajuste” que te ajuda comer menos quando a comida escasseia, pois você sente menos fome. Mas vai ficar mais esfomeado quando tem abundância de comida. Isto é uma forma do corpo estocar calorias para o futuro, e este estoque é feito em forma de gordura. Durante a era primitiva havia muitos períodos de escassez, a refeição seguinte dependia de uma caçada e não de uma corrida a geladeira. Esse sistema de regulagem permitia que o indivíduo fizesse depósitos nos momentos de abundância para que pudessem ser usados quando faltasse comida. Hoje como o acesso a comida é muito fácil, sempre temos um estoque em casa, se estamos na rua há uma lanchonete ou um mercado em cada esquina. Os sinais de ajuste não se adaptaram a essa nova realidade e geram um grande problema, o consumo desenfreado, o excesso de peso, os problemas de saúde relacionados à obesidade.

O que fazer: Fazer “regime” na geladeira. Não manter estoque desnecessário de alimentos. Não ter em casa coisas que são desnecessárias e não nutritivas.

– Décima Primeira . Porque temos comida predileta e desejo por alimentos específicos?.

Seu corpo está provido de um sistema de alarme ao alimento que era familiar, o que já é conhecido e sabe-se que é bom. Isto também é uma herança de nosso processo evolutivo. O homem primitivo tinha muita dificuldade em identificar qual alimento era saboroso ou saudável, assim seria muito importante repetir aquele que já foi provado e aprovado. A procura por esse alimento, já testado e considerado bom, surge na forma de desejo por alimentos específicos.

O que fazer: Resistir à esses impulsos. Ingerir outro alimento no lugar daquele desejado. Treinar flexibilização dos hábitos alimentares. Se não der pra resistir comer uma porção pequena, mas não sofrer demais se abstendo de determinada coisa, pois você pode supercompensar e cair de boca, exageradamente, e jogar o regime pro alto.

– Décima Segunda . Conscientize-se do quanto e como você está comendo hoje em dia.

Só é possível mudar quando se está consciente do comportamento atual.

O que fazer: Anotar cada alimento ingerido, a caloria correspondente e a hora da ingestão desse alimento é  importante você pesquisar para saber a quantidade de calorias de cada alimento para não exceder a quantidade máxima sugerida para emagrecer.

– Décima terceira. Fator Cognitivo 1 : Pensamentos automáticos que te empurra ou autorizam a comer além do necessário.

Todo comportamento é motivado por um pensamento. Você só tem atitudes que sua cabeça o levou a ter. Mesmo que estes pensamentos não sejam conscientes, eles podem ser automáticos, ou seja, você não se deu conta deles, mas eles existem. Por exemplo, porque você lava a maçã toda vez que vai come-la? Porque passa pela sua mente um pensamento automático, baseado em um aprendizado anterior, que diz que toda fruta tem que ser lavada. Mesmo que você não perceba que está pensando isso, essa ideia está na sua mente. Isso é pensamento automático. Pensamentos automáticos coordenam todas nossas ações, inclusive a alimentação. Portanto toda vez que você comeu algo, foi sua cabeça que te fez comer aquilo.

Todo alimento que ingerimos além do necessário, ou seja, aquele que vai ser armazenado em forma de gordura foi ingerido porque autorizamos, ou seja, passou coisas em nossa cabeça que te permitiram, ou até te impeliram a comer.

O que fazer: Em primeiro lugar treinar-se para que os pensamentos saiam do automático e você passe a ter consciência do que te levam a comer. Para isso existe o formulário RPD, Registro de Pensamentos Disfuncionais. Nele vamos anotar tudo o que te passa na cabeça imediatamente antes de ingerir qualquer alimento, como por exemplo: “Já que emagreci um quilo posso comer um doce a mais hoje”, “Como caminhei ontem estou com crédito para comer um pouco mais hoje”, “Fulano me deixou nervoso, preciso de comer senão estouro”, etc

Num segundo momento vamos elaborar novas formas mais funcionais de pensar, para combater a comilança desnecessária e nos auto disciplinar, ou  seja, ter domínio próprio.

– Décima quarta. Fator Cognitivo 2: Pensamentos automáticos que   impedem o emagrecimento.

Pensamentos disfuncionais como: “Emagrecer me trará prejuízos porque vou ter que comprar outras roupas”, “Tenho roupas tão bonitas que dá dó não poder usa-las mais”, “Ir a um rodízio e comer pouco é desperdício”,   “Pra que começar regime hoje, começo amanhã”,   “Ontem eu achei que queria emagrecer, mas pensando bem não estou tão gordo assim”, “Pra que emagrecer se não vou a lugar nenhum?”, “Porções pequenas são coisas de gente pão dura”, “Quem me recebe com pouca comida é porque não gosta de mim”. Tudo isso são pensamentos que boicotam seu regime.

Muitas vezes o hábito de comer demais vem da cultura familiar, como por exemplo, a crença de que gordura significa saúde, ou a crença de se não come é porque não está feliz, a crença de que gordo é bonito, gordura significa fartura, sucesso na vida, etc. Mudar estas crenças é algo que parece fácil num primeiro momento, mas tem que arrancar todas as raízes, senão nada muda.

O que fazer: RPD – Registro de pensamentos disfuncionais. Elaborar novas formas mais funcionais de pensar. Na psicoterapia o psicólogo faz isso junto com o paciente, conforme os pensamentos que passam na sua cabeça.

– Décima quinta. O que os hábitos, a rotina do dia a dia, tem a ver com emagrecer?

Comer é um habito, e hábitos podem ser mudados. Mudar hábitos de forma geral, todos, mesmo os não relacionados à comida desenvolvem flexibilidade mental e desconecta comida de prazer, de passatempo, de atividade social, etc. Quando você se torna uma pessoa mais flexível você se permite mudar até seu hábito alimentar. E todos outros maus hábitos que você possui, esforce-se para muda-los.

O que fazer: A cada dia fazer algo diferente, algo que não faz parte da sua rotina.

– Décima sexta. Comer é vicio?

Como todos os vícios comer trás satisfação em curto prazo e dor e arrependimento a longo prazo. O que define um vicio é: A satisfação provocada pelo agente viciante; A necessidade de doses cada vez mais fortes para se obter o mesmo efeito e: A síndrome de abstinência quando se retira este agente. Sendo assim podemos considerar vicio tanto o cigarro, a bebida, a droga, como o comer compulsivo.

O que fazer: Controle dos impulsos. Auto-instrução. Mudança de rotina para descondicionar o cérebro. Reestruturação Cognitiva.

Você percebe que pra emagrecer você tem que mudar seu relacionamento com a comida. Você tem que mudar a sua cabeça com relação à comida. Todo magro tem uma relação saudável com a comida, nunca é de dependência ou de compulsão. O que te faz comer não é teu estomago, é sua cabeça. O que te faz comer além do necessário e te deixa gorda(o) é uma cabeça disfuncional. Consertando essa cabeça, se condicionando a novas atitudes diante da comida, você vai emagrecer.

 

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